Sindicato denuncia trabalho escravo na Cândido Mendes e pede mediação urgente do Ministério Público

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O SAAERJ protocolou denúncia no Ministério Público do Trabalho (MPT), no último dia 19, acusando a Universidade Cândido Mendes de impor a seus empregados relações de trabalho análogas à escravidão. O Sindicato pede ao MPT a mediação urgente do órgão para que a Associação Sociedade Brasileira de Instrução – SBI, razão social da UCAM, regularize o pagamento de salários, décimos-terceiro salários e férias aos auxiliares de administração escolar da instituição.

O Sindicato foi procurado por diversos empregados da instituição, especialmente aqueles que trabalham nas unidades de Santa Cruz, Campo Grande, Bangu e Padre Miguel. Segundo esses relatos, os empregados são obrigados a trabalhar sem receber salários, 13º salários e férias.

Esses trabalhadores, além de receberem seus salários com grande atraso, ainda não receberam o 13° salário de 2016 e a segunda metade do 13º salário de 2017 (a primeira metade foi paga apenas em 21/12/2017). Além disso, não gozam ou recebem férias há anos.

A Cândido Mendes se limita a dizer que não há qualquer previsão para o pagamento desses direitos. Apesar dos insistentes contatos do Sindicato, a UCAM se mantém inflexível em sua postura e continua descumprindo a Lei e a Constituição Cidadã de 1988.

Na denúncia ao MPT, nosso Sindicato demonstra as condições de escravidão que tal situação configura, além de lembrar que a instituição vem causando inegável dano moral aos seus empregados.

Veja aqui a íntegra do documento do SAAERJ para o MPT