Sindicato patronal de Duque de Caxias resolve trilhar o arriscado caminho da afronta aos trabalhadores. Que não reclame depois

MPT

Após cinco encontros com a representação patronal – realizados desde setembro do ano passado em nossa sede na cidade de Duque de Caxias –, não foi possível chegar a nenhum entendimento para a assinatura da Convenção Coletiva de Trabalho de 2018. O sindicato patronal resolveu trilhar o lamacento e arriscado caminho da afronta direta e do desrespeito aos trabalhadores, postergando o debate de nossas reivindicações. Esse caminho transforma uma relação de respeito e negociação num pântano onde prevalecerá a reação – organizada ou individual – dos trabalhadores como forma de se defenderem da exploração radical imaginada pela entidade dos patrões.

Diante disso, nosso Sindicato buscará os caminhos legais para uma intermediação que garanta o direito da categoria a uma Convenção Coletiva de Trabalho (CCT). O Ministério do Trabalho e o Ministério Público do Trabalho serão acionados para que os empregadores parem de empurrar nossa CCT com a barriga.

ENROLAÇÃO

Durante os últimos 8 meses, o que vimos foi enrolação por parte dos “representantes” dos empregadores. Em certas reuniões apareceram diretores sem a presença do presidente e em outras compareceu somente o presidente, e a retórica é sempre a mesma: “os diretores não podem resolver sem o presidente e o presidente não pode resolver sem os diretores”. As reuniões ocorreram em 18/09/2017, 25/10/2017, 09/11/2017, 06/03/2018 e 19/04/2018. Ao que consta, nem assembleia esses “representantes patronais” convocaram dos estabelecimentos de ensino do município para estudarem e apresentarem uma contraproposta à nossa pauta reivindicatória.

– Daqui para frente, providenciaremos que as próximas reuniões sejam realizadas no Ministério do Trabalho e Emprego, como também na Procuradoria Regional do Trabalho do Estado do Rio de Janeiro. Romperam o diálogo, então vamos à luta – destaca o companheiro Elles Carneiro, presidente do SAAERJ.

RESCISÕES

Alertamos nossos companheiros auxiliares de administração escolar de Duque de Caxias para que compareçam à nossa subsede – localizada a Avenida Governador Leonel de Moura Brizola, número 1.995, sala 304 –, para conferência das recisões dos contratos de trabalho que estão sendo realizadas diretamente nas dependências dos empregadores, sem a assistência do SAAERJ.

– As notícias que nos chegam são de que o sindicato patronal no município resolveu não mais tomar conhecimento da legislação trabalhista e da Constituição da República Federativa do Brasil, com o intuito de não respeitar os direitos dos trabalhadores. Querem voltar ao tempo da escravidão – denuncia o presidente do SAAERJ, companheiro Elles Carneiro.